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Temperatura e retração – Parte 1

Escrito em 22 de jan de 2018 por: , na categoria: Novos recursos, Release 2

Conforme informado no post sobre as Diretrizes do Eberick 2108 Next, dentre os recursos que estão sendo implementados citamos a possibilidade de incluir as ações de temperatura e retração na análise da estrutura, seguindo as recomendações normativas. Os efeitos de temperatura e retração podem ter influência significativa em determinados tipos de projeto, daí a importância desta consideração no modelo estrutural.

Observa-se que a avaliação dos efeitos de temperatura e retração no Eberick somente será possível para o modelo de análise integrado da estrutura. Para mais informações sobre este modelo leia o post Modelo integrado de análise (lajes+vigas+pilares).

Figura 1 – Modelo de análise para a consideração dos efeitos de temperatura

O desenvolvimento das ferramentas que envolvem os efeitos de temperatura e retração foi realizado em etapas, sendo inicialmente implementados os itens que seguem:

Configurações

Coeficiente de dilatação térmica

Figura 2 – Configuração Coeficiente de dilatação térmica

Nova ação de temperatura:

Figura 3 – Nova ação “Temperatura”

Comandos

Para que seja possível definir os parâmetros a respeito da consideração dos efeitos de temperatura e retração no projeto, foi incluído nos diálogos de edição de cada elemento estrutural um item adicional chamado “Temperatura e retração”, como podemos observar no exemplo abaixo, no diálogo de edição de lajes:

Figura 4 – Lançamento das cargas de temperatura e retração na laje

Análise do modelo com a consideração dos efeitos de temperatura e retração

Uma vez que foram definidos os parâmetros para a consideração dos efeitos de temperatura e retração no projeto, os carregamentos provenientes destas ações serão aplicados nas barras das grelhas das lajes (e também para lances e patamares de escada, rampas, lajes de reservatório e radier), e para as barras no pórtico que representam as vigas e os pilares.

Para fins de comparação, veja um exemplo de um modelo analisado nas versões anteriores do programa e na versão atual, considerando os efeitos de temperatura:

Figura 5 – Deslocamentos no pórtico sem e com os efeitos de temperatura

No exemplo acima, é possível observar os efeitos horizontais na base da estrutura, onde o deslocamento o pavimento “empurra” os pilares para “fora” (no exemplo, as fundações estão restritas a translação).

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Comentários

10 respostas para “Temperatura e retração – Parte 1”

  1. CASCIO RODRIGO ZANATTA disse:

    Bom dia!
    Aproveitando a oportunidade, quero descrever algumas sugestões para melhorias dos recursos exististes que julgo necessárias nas rotinas do projetista. Algumas já foram mencionadas anteriormente mas volto a repetir pela importância no rendimento do trabalho:
    1- Necessária urgência na correção da fixação das barras de tarefas do Eberick, problema que se observa em versões anteriores e não foi resolvido, muito incomoda aos usuários esta situação;
    2- Exportação de arquivos dwg/dxf em escala ou opção de configuração, para o usuário escolher a escala de exportação, importante para quem faz detalhamentos em outros softwares ou para envio de detalhes a terceiros, atualmente o Eberick exporta somente na escala 1:1 sendo que a maioria dos detalhes são gerados em escala 1:50;
    3- Também opção para abrir detalhes de elementos para edição (viga, pilar, por ex.) em escala pré-configurada e não somente na escala 1:1 como é atualmente, pois para editar um elemento é necessário todas vez escolher a escala;
    4- Exibição na planta de forma do volume de concreto para pilares, vigas, lajes e escadas do pavimento, muito importante no dia a dia de obra, pois geralmente o mestre da obra não tem certeza das informações e sempre consulta o projetista para confirmar o volume de concretagem, atualmente ele tem que somar os volumes nas pranchas de detalhes ou consultar o resumo do projeto que geralmente se perde em obra. Acho que seria de muita utilidade apresentar o resumo de concreto nas plantas de formas;
    5- Em projetos com lajes nervuradas seria interessante melhorar o cadastro das cubetas, seria mais prático para o usuário cadastrar largura inferior e largura superior da nervura ao invés de calcular e cadastrar a inclinação da face da lateral da nervura como é atualmente, também acho que deveria haver opção do cadastro da largura das abas das cubetas (ou opção de cadastrar largura da régua) e também opção de cadastro de cubetas com abas iguais (sem utilização de réguas) e abas desiguais;
    6- É de extrema necessidade uma melhora no detalhamento das armaduras negativas em lajes nervuradas calculadas pelo modelo completo, o programa gera inúmeras armaduras de difícil interpretação, armaduras sobrepostas, já sugeri em outras ocasiões a verificação do combate destes esforços negativos pela malha de mesa da laje nervura, que fosse mesclado a malha e os negativos apresentados na forma atual. Também no modelo completo, no detalhamento das armaduras de continuidades das lajes nervuras geralmente é gerado de com comprimento variável ou com comprimentos incoerentes, muitas vezes com comprimentos maiores que o pavimento, isso geram muito trabalho para corrigir manualmente sendo necessário muito tempo além de gerar um resumo de materiais do projeto incorreto.
    7- Por último quero sugerir a melhora no cadastro do laçamento de cargas, principalmente no lançamento de cargas concentradas, deveria haver a opção de lançamento da ação VENTO, atualmente só é possível, adicional, acidental, água, solo e subpressão. Em casos que se projeta uma base ou fundação para equipamentos, silos ou estruturas de outros projetistas é necessário aplicar as cargas por caso e não sendo sendo possível atualmente a utilização da reação do vento na ação correta.
    Espero a avaliação das minhas sugestões e fico grato pela atenção e mais ainda se forem consideradas válidas e implementadas minhas sugestões.

    • Engº Ronaldo Parisenti disse:

      Boa tarde Cascio,
      1 – Estamos trabalhando em uma nova interface (Ribbon) para a próxima versão;
      2 e 3 – O Eberick produz os desenhos na escala final (assim os desenhos ficam “prontos para impressão”). Poderia trabalhar diferente, em escalas 1:1, contudo exigiria criação de um leiaute de impressão (para escalar e organizar desenhos com escalas diferentes na mesma prancha). É uma outra forma de fazer. De todo modo, a sugestão foi entendida e registrada.*
      4 – Sugestão entendida e registrada. Aproveito para perguntar se a informação contida em um modelo 3D (IFC – por exemplo), poderia ser útil na obra (permitiria escolher os elementos a obter o volume de concreto)?*
      5 – Sugestão encaminhada para avaliação.*
      6 – Estão sendo feitas melhorias no detalhamento de lajes. Quanto a armaduras com comprimentos grandes, verifique se o programa está marcando estas lajes como “em balanço” (simplificação adotada quando existem barras de bordo livre) e se alterando isso, quando adequado, os detalhamentos ficam conforme o esperado.
      7 – Sugestão encaminhada para avaliação.*

      *Pedidos registrados.
      As sugestões aumentam de prioridade de acordo com o número de pedidos.

      • CASCIO RODRIGO ZANATTA disse:

        Bom dia Ronaldo,
        Em relação ao seu questionamento (4), as informações contidas no modelo 3D nem sempre são possíveis de consulta em obra. Em obras de pequeno e médio porte geralmente não há recursos computacionais no canteiro.
        Obrigado pela atenção.

        • Engº Ronaldo Parisenti disse:

          Positivo

          • ROGER SCAPINI MARQUES disse:

            Ronaldo, é extremamamente comum termos o resumo de materiais, principalmente concreto e forma, na planta de formas. Você nem imagina o ganho de produtividade se isso for colocado automaticamente nas formas, amigo!
            Inclusive, a análise da forma DEVE ser realizada independentemente dos detalhamentos, pois usamos essa informação para fazer programações de concretagem e para tomadas de decisão.

    • ROGER SCAPINI MARQUES disse:

      Cascio, parabéns pelas soicitações! São coisas que espero há muito tempo. Esse negócio de ter que escolher a escala o tempo todo é um saco.

      Incluo duas solicitações de igual teor para complementar:

      8-Detalhamento das armaduras positivas e negativas centralizando os esforços nas nervuras em lajes nervuradas, e uma parcela pré-determinada na capa.
      9-Detalhamento de armaduras negativas de capitéis ancorando na capa, sem dobra!

  2. AREFFY LUIS CARDOSO LIMA disse:

    Além da fixação das barras do Eberick, sugerido pelo colega, há um grande problema atualmente com a resolução da tela. Ao fazer o ajuste de escala de fontes nas configurações de resolução do Windows acontece de as barras de ferramentas do Eberick não acompanharem esse ajuste, ficando com dimensões que impedem a visualização e utilização de botões presentes em janelas (como por exemplo a janela de detalhamento dos elementos).

  3. ROGER SCAPINI MARQUES disse:

    Esse novo e fantástico recurso possibilitará o dimensionamento de vigas com esforços normais?
    Os esforços adicionais obtidos serão considerados no dimensionamento, ou é só um recurso de análise que não afeta o resultado final?

    • Engº Ronaldo Parisenti disse:

      Boa tarde Roger,
      Sim, os esforços decorrentes do efeito da temperatura e/ou retração serão considerados no dimensionamento dos elementos estruturais (afetará o resultado final). De modo um pouco simplificado, pode-se pensar em um pavimento, onde a variação de temperatura poderá gerar esforços axiais nas vigas e lajes e cortantes nos pilares (entre outras situações).

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