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Atualização da norma de pré-moldado – Parte 3 (Release 4)

Escrito em 28 de jun de 2018 por: , na categoria: Melhorias em recursos, Release 4

Continuando com as implementações das modificações realizadas na NBR 9062:2017 – Projeto e execução de estruturas de concreto armado, referentes aos critérios de cálculo já existentes no programa, segue a lista com os itens que foram alterados no Release 4:

Posicionamento de grampos e armaduras de costura em vigas pré-moldadas. (itens 7.4.4.2 e 7.5.2)

Nas versões anteriores, os estribos horizontais (formados por grampos) que representam a armadura de costura do dente gerber, eram distribuídos ao longo de toda a altura do útil do dente gerber. Segundo os novos critérios normativos, agora esta armadura deve ser posicionada somente até 2/3 da altura útil do dente gerber.

Figura 1 – Altura máxima para distribuição da armadura de costura no dente gerber (Fonte: NBR 9062:2017)

No caso da viga não possuir dente gerber, esta altura será limitada a 2/3 da altura útil da viga pré-moldada:

Figura 2 – Altura máxima de distribuição da armadura de costura na viga pré-moldada (Fonte: NBR 9062:2017)

Ajustes no dimensionamento do cálice

As alterações da norma implicaram nas seguintes alterações referentes ao dimensionamento dos cálices:

Ajustes nos limites de lc e Lemb (itens 7.7.5.1, 7.7.2.1 e 7.7.2.2)

A partir das novas prescrições da norma, as paredes do colarinho (ec) não devem ter espessura inferior a 15cm (antes este limite era 10cm).

Em relação ao comprimento mínimo do embutimento do pilar na fundação (Lemb) deve ser conforme a tabela a seguir:

Figura 3 – Tabela com comprimentos mínimos de embutimento do pilar (Lemb) (Fonte: NBR 9062:2017)

Além disso, no caso de pilar sujeito à tração, Lemb deve ser sempre 2*h e as interfaces não podem ser lisas.

Coeficiente adicional para cálculo dos esforços (item 7.7.1.2)

Segundo a nova norma, no caso de sistema estrutural com pilares engastados e vigas articuladas, deve ser aplicado um coeficiente de ajustamento para o dimensionamento do cálice (γ = 1,2), conforme segue:

Md = 1,2*Md nas versões anteriores

Vd = 1,2*Vd nas versões anteriores

Nd = 1,2*Nd nas versões anteriores

Cálculo das forças atuantes (item 7.7.3)

Além das alterações mencionadas no item anterior, o cálculo dos esforços atuantes também sofreram algumas modificações, com a inclusão de novos parâmetros que interferem nesses cálculos. Seguem abaixo as equações que calculavam os esforços nas versões anteriores para cálices com interfaces lisas e rugosas:

Figura 4 – Cálculo dos esforços no cálice para ligação lisa e rugosa nas versões anteriores (Fonte: NBR 9062:2006)

Agora, na obtenção dos esforços do cálice deverá ser considerada uma excentricidade para cada direção, por combinação, que interfere no valor do cálculo de “a”, que antes dependia apenas da interface entre o pilar e o cálice ser lisa ou rugosa.

Figura 5 – Transferência dos esforços em cálices de interfaces lisas ou rugosas (Fonte: NBR 9062:2017)

Também passará a fazer parte da obtenção de esforços a consideração de um coeficiente de atrito, μ, obtido a partir dos seguintes valores de referência:

Figura 6 – Valores de referência para μ

Com isso, são calculados os esforços Hsfd e Nbd conforme podemos conferir na nova equação sugerida pela norma:

Cálculo da tensão de contato (item 7.7.3.6)

A tensão máxima de compressão na parede do cálice, na região frontal ao pilar no plano de consideração dos esforços, não pode ser maior que 0,4*fcd (nas versões anteriores o programa considerava 0,5*fcd). Esta tensão é verificada na região 0,2*Lemb*b pela largura do pilar.

Verificação de punção (item 7.7.3.7)

A verificação da punção deve ser realizada para duas situações:

  • Com a parcela não suspendida e uma superfície potencial de separação partindo do pilar;
  • Com a totalidade da força, com uma superfície potencial de separação ampliada, como ilustra a figura:

Figura 7 – Punção da base e armadura de suspensão no cálice com paredes lisas

A armadura a ser acrescida à armadura vertical necessária para outras solicitações é calculada pela equação:

Com α menor ou igual a 0,5.

Disposições construtivas (item 7.7.5.7)

Por fim, as armaduras finais devem atender as seguintes verificações:

Armadura vertical total (cm2) ≥ 0,25 * ec (em cm)

Armadura horizontal total (cm2) ≥ 0,25 * ec (em cm)

Onde ec = espessura do cálice.

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Comentários

Uma resposta para “Atualização da norma de pré-moldado – Parte 3 (Release 4)”

  1. RENATO AURELIO CAPURUÇO COSTA disse:

    E o recurso de paginação e modulação das lajes alveolares, deixando o EBERICK/PREO mais refinado e acabado ?

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